A biblioteca e a fotografia digital: o que pode ser feito?

Você já viu, ou se quer imaginiu, uma biblioteca que possua fotolog ou flickr?


Ver, sinceramente, eu não vi, agora confesso que já imaginei, sim, uma biblioteca que utilize os benefícios da tecnologia para obter sucesso. Bom, começo explicando para os desentendidos do assunto que, tanto fotolog, flickr e tantos outros do mesmo gênero, são redes sociais que utilizam a imagem como principal meio de comunicação: encontramos, por exemplos, brasileiros que moram em outro país e divulgam, indicam, sugerem, lugares legais de se visitar; encontramos, também, bandas musicais que divulgam imagens de seus shows para os espectadores verem em suas próprias casas.

Desconheço uma conta de alguma biblioteca em um destes tipos de sites. Só para adiantar, farei uma pesquisa sobre Banco de Imagens e pesquisarei nestes dois sites para ver o que encontro de imagens e bibliotecas. Bom, continuando minha linha de raciocínio, um sistema de informação pode tirar muitas vantagens de um aplicativo como estes: pode, utilizando o marketing, divulgar os espaços que a biblioteca possui (salas de estudo, acervo, serviço de referência, etc.); pode indicar as novas aquisições (disponibilizando e fazendo propaganda com fotos das capas dos livros); pode mostrar a equipe de trabalho (postando fotos dos integrantes); pode divulgar fotos de eventos já realizados no local, tanto quanto os que estão para ser realizados; pode, pensando em âmbito maior, criar uma rede de bibliotecas que se comunicam via rede social.


Inúmeras atividades podem ser realizadas, tudo pode ser debatido. E o custo de tudo isto? Zero. Pode-se facilmente encontrar este serviço de graça na internet. O que custa mesmo é a dedicação e tempo dos bibliotecários que estão ativos no mercado. Para aqueles mais antigos, que, em sua formação, não tiveram instrução para a inclusão digital, esta tarefa torna-se mais árdua e penosa. Já para aqueles que estão se formando hoje, torna-se praticamente obrigatório não só entender como também utilizar os recursos que a web disponibiliza.

De acordo com Silva (p.4) "[. . .] a fotografia é um instrumento de pesquisa valioso para que possa atingir seus objetivos.", desta maneira, é fundamental que o profissional da informação saiba dar o tratamento correto para este tipo de informação.

Quanto a quê tipo de bibliotecas devem utilizar deste recurso, segue minha opinião. Acredito que, para os bibliotecários de biblioteca especializada este recurso não seja tão eficaz pelo fato de utilizar mais a informação como um produto e não como formação cultural. Entretanto, para bibliotecas escolares, utilizar da imagem digital é uma das melhores maneiras de fazer com que o aluno, que está completamente inserido no mundo digital, passe a ser um verdadeiro usuário, interagindo, via internet, com sua biblioteca. O mesmo vale para bibliotecas públicas e universitárias, onde o público tem maior interesse em saber como "anda" a biblioteca: compra de materiais novos, livros que ela tem a indicar, novos serviços, etc.

Antecipar a tendência e inventar coisas novas é o diferencial em qualquer profissão atualmente. Então, vamos lá pessoal, criem, inventem, usem a imaginação em prol da profissão que vocês exercem.

É claro e, por fim, que a fotografia também é uma fonte de informação que a biblioteca também deve dispor, até porque, "não se pode descartar o original, mas também não se pode simplesmente abandonar o analógico, sem qualquer preocupação com passado, presente, futuro." (OLIVEIRA, p.6)

REFERÊNCIAS
SILVA, Rosi Cristina da. O profissional da informação como mediador entre o documento e o usuário: a experiência do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco.

OLIVEIRA, Erivam Morais de. Fotografia analógica e Digital.

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